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19 de novembro de 2012

BAIRRO SOCIAL por António Gamito


Já tinha publicado este texto em citizengrave. Encontrei-o há cerca de dois anos, quando fiz uma busca na net para ver o que havia sobre o Bairro da Quinta da Calçada e descobri uma página de nome Lírio do Campo de António Gamito alojado na comunidade.sol.pt, onde com o título BAIRRO SOCIAL, havia uma crónica sobre a Quinta da Calçada com a data de 01 de Fevereiro de 2009. Embora não mencionasse o nome do bairro, pela descrição só podia ser o Bairro da Quinta da Calçada. Procurei no blog do Sr. Gamito mais algumas informações e só descobri que nasceu em 1943, portanto tem mais 11 anos do que eu, que nasci em 1954 e somos do signo balança, o que é bom. Resolvi agora, voltar a publicar mas, no blog da Quinta da Calçada que é onde ele pertence por direito. Coloquei fotos (referentes ao que ele nos conta) porque tem graça e faz bem à alma (que vejo cada dia mais minguada) e por fim só me resta agradecer ao Sr. António Gamito. Obrigado.


Bairro da Quinta da Calçada em construção. Foto copiada da revista Ilustração. 1938.


«No rescaldo amargo da segunda grande guerra mundial, o meu Pai resolveu abandonar a quinta e a casa dos meus Avós, a meio-caminho entre Santiago e Sines, e rumar, com a Mulher e dois Filhos (o meu irmão e eu), em direcção a Lisboa: não sei se procedeu bem ou se procedeu mal, mas eu, então com quatro anos de idade, tive uma pena enorme de deixar os meus Avós e a Casinha que, dentro da quinta, nós ocupávamos. Andámos em bolandas várias pelo Pote de Água e fomos, passados uns tempos, “aterrar” num bairro social, implantado então nos terrenos onde hoje se situam o Hospital de Santa Maria e o Estádio Universitário.


Barracas da Feiteira ao Pote D'Água. Não consegui saber nada sobre este bairro de barracas, até porque existem mais locais com o nome de Feiteira em Lisboa. Mas, eu sei que existiu porque os meus pais quando vieram de Pias no Ribatejo, foram para aqui morar (isto nos anos 30), antes de irem para a Quinta da Calçada. 1940. Eduardo Portugal.

Moradores da Feiteira ao Pote D'Água. Foto sem data. Esta foto pertencia a minha mãe. mas nem eu, nem os meus irmãos sabemos a que diz respeito. Talvez alguma pessoa da família ou a partida para a Quinta da Calçada. (foto de francisco grave)

Tratava-se de um “bairro” sossegado e calmo, ocupado por gente trabalhadora, a maioria expropriada pelas obras públicas do Estado Novo. As pessoas eram “vigiadas”, nos seus comportamentos, pelo Fiscal do Bairro e pelo seu Ajudante, ambos polícias reformados; no interior do Bairro, existia uma esquadra da PSP, com o respectivo comandante e vários guardas permanentes, que, dia e noite, velavam pela tranquilidade pública e privada.

Esquadra da Policia, vista da escola dos rapazes. 1939. Eduardo Portugal.

Existia um infantário, onde as Mães deixavam os seus bébés, “de borla”; existia um posto médico, com médico e enfermeiras permanentes, com consultas e tratamentos gratuitos; existiam várias “assistentes sociais” para auxílio material e moral aos mais necessitados; existia a “praça”, um edifício relativamente grande, com várias bancadas de frutas e legumes, talho, peixaria e mercearia, no qual, ao menos uma vez por ano, se organizavam, com os “talentos” do bairro, peças de teatro; existia o “lava-roupa” público, com dezenas de tanques de lusalite, e o respectivo estendal, onde se punha a roupa a secar e a “corar”. Por isso, era proibido estender a roupa nos quintais e também era vedado ter animais nos mesmos quintais.

A Praça (Mercado) da Quinta da Calçada. 1940. Eduardo Portugal.

Existiam também duas escolas primárias, a masculina para os rapazes e a feminina para as raparigas, colocadas ambas estrategicamente, uma na estrema norte e outra na estrema sul do bairro. As escolas tinham ambas cantinas, onde todos os dias era servida a sopa (“a sopa do barroso”), precedida de uma fétida colher de óleo de fígado de bacalhau, que a “miudagem” engolia com notório contragosto, acompanhada de imediato com um ou dois gomos de laranja, para assim controlar o vómito. As professoras, em regra muito dedicadas, acompanhavam os alunos desde a primeira até à quarta classe; de tempos a temos, as salas de aula eram abruptamente invadidas por pessoal de enfermagem que, ali mesmo, aplicava aos “gaiatos” as vacinas “da ordem”, de que não era possível fugir.

Bairro da Quinta da Calçada: Centro Social, Igreja e Infantário. 1940. Eduardo Portugal.

O capelão – frades franciscanos – e as catequistas – senhoras “da alta” que voluntariamente a isso se dispunham – davam as aulas de catequese a todos os alunos: por isso, aí fiz a primeira comunhão, o crisma e a comunhão solene, tudo solenidades acompanhadas de opíparos lanches. As casas, construídas de lusalite, tinham, todas elas, um pequeno quintal na frente, que o meu Pai se esmerava em cuidar: nele semeava as “ervinhas” alentejanas, o tomate, o feijão, o alface, o pepino, por entre ervilhas-de-cheiro, cravos e rosas. A electricidade era “de borla”, mas só funcionava até às 10 da noite; depois disso, acendia-se o candeeiro a petróleo (quantas vezes não fui eu chamado a limpar, com pedaços de folha de jornal, as enegrecidas “chaminés” de vidro...). A água também era “de borla” e podia-se usar “à discrição”, até para regar as plantas do quintal. Os jardins públicos eram esmeradamente tratados pelos jardineiros contratados pela Câmara e mantinham-se impecáveis durante todo o ano: Ai do miúdo que pisasse a relva, cortasse as flores ou destruísse as sebes vivas!

Alameda que vinha desde o mercado até à esquadra. 1940. Eduardo Portugal.

As rendas eram baixas, mas ai de quem as não pagasse!... Era despejado de imediato, sem apelo nem agravo. As pessoas eram pobres, mas educadas e brandas: Se alguém tivesse o descaramento de “violar as regras” era automaticamente “deportado” para um dos bairros da periferia, nomeadamente para o da Boavista. Mas, enquanto lá vivi, não tive notícia de qualquer “deportação”. Lembro-me da minha vizinha Guida: era uma jovem corporalmente muito bem dotada, que todos os dias abalava de casa, pela tardinha, bem vestida e muito perfumada, para o seu “trabalho” – todo o mundo sabia a “profissão” dela, mas toda a gente a tratava com o maior dos respeitos. Ao fim-de-semana, o jornaleiro circulava pelas ruas, logo pela manhã, gritando, alto e bom som: “Traz o crime! Traz o crime!”. Quem sabia ler corria a comprar o Diário de Notícias, que naquela altura custava dois tostões.

O Petrolino, aqui até já vendia bilhas de gás. 1976 (foto de francisco grave)

Todos os dias o bairro era visitado pelo “pitrolino” que, no dorso da sua mula, trazia e vendia o petróleo, o azeite, o vinagre, o sabão, as escovas, os piassabas, os tachos e as panelas de alumínio. Ao domingo de manhã, era a vez da “contrabandista” bater de porta em porta: era ela quem vendia, a prestações, os lençóis e as mantas, os cortinados e as camisas, os quadros do Coração de Jesus, da Senhora de Fátima e do Menino Jesus de Pádua  os rádios portáteis e os relógios de corda, entre outras coisas. Entregava e recebia: o meu Pai ia-lhe pagando as “compras” em prestações semanais de dez escudos, que ela escrupulosa e pontualmente registava no seu “rol”. O meu Pai – ávido devorador de letras -, além de comprar regularmente o jornal diário, assinava os romances, que, naquele tempo, eram vendidos aos “pedacinhos” – um cadernito em cada semana – e mais tarde encadernados. Nos intervalos da escola e dos folguedos, eu também lia o jornal e os “folhetos” dos romances caseiros. Mas o bairro também tinha, no “centro social”, uma pequena biblioteca, que emprestava os livros a quem o pedisse: Eu fui pedindo e fui lendo (Júlio Verne e outros) até que um dia a assistente social se virou para mim e me disse: “António, já não te empresto mais livro nenhum. Tu já os leste todos”. Virei-me para a “carrinha” da Gulbenkian que todas as semanas parava à minha porta e, destarte, não interrompi as minhas leituras. Talvez por isso, na escola primária era o único aluno que, nos ditados, dava sempre “zero erro”: toda a gente dizia que, da primeira à quarta classe, fui sempre o melhor aluno da escola.

Carrinha/Biblioteca itinerante da Fundação Gulbenkian. 1964. Garcia Nunes.

Os guardas da PSP, os fiscais do bairro, os jardineiros, as assistentes sociais, as professoras, as catequistas – nunca me maltrataram, nem por actos, nem por palavras, nem por gestos, nem por atitudes. Não havia droga, nem criminalidade, nem faltas de respeito: por tudo isso, garanto que, embora não tendo fartura de bens materiais, fui, naquele bairro, uma criança muito, mas mesmo muito, feliz. Ademais, nas áreas públicas e fora do período das aulas, ninguém nos impedia de brincar com as meninas. Oh! Quantas saudáveis brincadeiras eu mantive com uma gentil menina mais ou menos da minha idade que morava na casa em frente da minha: em regra, eu era – claro! – o médico, e ela era – claro! – a enfermeira. E, naqueles tempos, os médicos, quanto a nós, davam muitos beijinhos nas enfermeiras, e vice-versa...

Agora, com todas estas alterações, já não sei...

Só sei que as minhas netinhas, de cinco e de três anos respectivamente, me confidenciam, de vez em quando, que dão beijinhos nos seus namorados:

- Vôvô, hoje dei um beijinho ao Tiago, diz-me uma, em segredo.

- Vôvô, e eu hoje também dei um beijinho ao Tomás, diz-me a outra, também em segredo.

- É um segredo, vôvô!

- Pois claro, é um segredo, o vôvô não conta a ninguém.

Afinal, as “coisas” não mudaram tanto como por vezes por aí se diz.

Só é pena, muita pena, que os “bairros sociais” de hoje nada tenham a ver com os da minha meninice. E com um bocadinho de esforço as “coisas” podiam mudar muito e muito depressa. O que falta é as pessoas aprenderem, de novo, a ser FELIZES.»

António Gamito em Lírio do Campo


 Propaganda da CML da altura, copiada de uma revista municipal de 1940.

 Propaganda da CML da altura, copiada de uma revista municipal de 1940.

Vista aérea copiada de uma revista municipal de 1940.



(Fotos do Arquivo Fotográfico da CML)




14 de setembro de 2012

O Estádio Universitário, o CDUL e a Cidade Universitária


Em redor da Quinta da Calçada


Um dos locais preferidos da minha infância. Havia muita a descobrir e muito por onde brincar. Podíamos ir "armar" aos pássaros, ver futebol, râguebi, brincar aos "romanos" (na altura estava na moda esse tipo de filmes), lançava-mos canas como se fossem lanças  e uma vez espetaram-me uma no pescoço, ver ténis, pedir cigarros aos estudantes e muito mais coisas. São tantas as memórias que nem consigo colocá-las aqui. Havia umas lagoas ou pântanos na parte do estádio perto da Segunda Circular mas, que foram secadas ou cheias de entulho aí por volta de 1963/64.  Havia o Canil que ás vezes deitava um cheiro horroroso (dizia-se que era quando colocavam os cães nos fornos). Havia umas casas iguais às da Quinta da Calçada, perto dos court de ténis, onde viviam as famílias que trabalhavam no Estádio Universitário. Agora da minha infância, só me lembro do Santana (que aliás vi há dias na oficina do João Téte), os outros já esqueci os nomes. Costumava-mos fingir que éramos atletas e fazíamos corridas na pista, jogávamos à bola e íamos até à esplanada tentar pedir alguma coisa ou só beber água. Quando foi construído o pavilhão em 1966, era mais uma coisa para nós descobrirmos  e mais tarde (1970/71), subíamos ao telhado para espreitar as miúdas nos balneários (coisas de adolescentes). A certa altura, já eu era quase adulto, o Benfica foi para lá treinar durante um verão (talvez 1972 ou 73) e era uma festa ver-mos todos os nossos ídolos, o Humberto Coelho, o Toni, o Zé Henrique e o Hagan, que fazia uns treinos muito duros. Havia um director do CDUL chamado Franklin (creio), que era um tipo porreiro, se bem me lembro, mas dos outros directores do CDUL, já não me recordo de nenhum e alguns estavam sempre a correr connosco. E, é melhor parar por aqui porque como disse são muitas as recordações do Estádio Universitário. Nem falei de um acampamento da juventude que houve ali em 1976, mas isso fica para outra altura.  


O Bairro da Quinta da Calçada, agora é um campo de golfe. Tenho que ir ver a que buraco corresponde a minha antiga casa e depois talvez jogar no euromilhões Foto sem data, mas arrisco que é de 2012, encontrada em lisboacity.olx.pt. 

O Estádio Universitário


«Apesar da edificação ter sido planeada em 1930, só foi inaugurado em 1956, ano em que acolheu os IV Campeonatos da FISEC - Federação Internacional Sportiva do Ensino Católico. Local de variados e importantes eventos desportivos, destaque-se, ainda,  o II Campeonato Mundial Universitário de Judo, em 1968, que trouxe a Lisboa alguns dos melhores judocas mundiais. Em 1955, os arquitectos João Simões e Norberto Correia projectaram um estádio destinado a ter pouco público, mas possibilitando a prática de várias modalidades, entre as quais o rugby, o futebol, o andebol, o hóquei em campo e o atletismo. Ao longo das décadas o estádio foi palco de inúmeros eventos desportivos. A 19.5.1966, foi inaugurado o pavilhão Gimnodesportivo, hoje designado pavilhão nº 1. Nos anos 70, o Estádio deparou-se com algumas dificuldades financeiras, falta de utentes e degradação de equipamentos. Todavia, em 1981, construiu-se o pavilhão nº 2, aumentando a capacidade de oferta do Estádio para a prática do andebol, voleibol, futsal e outras actividades físicas. Dois factos importantes na história do Estádio são a aprovação da Lei Orgânica que beneficiou a instituição de autonomia financeira, administrativa e quadro de pessoal e a publicação do Plano de Reordenamento do EUL, que veio definir os limites territoriais.


Apeteceu-me desenhar como as crianças. Sobre uma foto aérea da zona da Cidade Universitária feita com o google maps de 2009, desenhei a verde os limites das instalações do CDUL em 1962/64, ou como dizíamos o Estádio Universitário. Com cores diferentes desenhei o Bairro da Quinta da Calçada e algumas coisas que havia ali dentro e ao seu redor. Tudo isto foi feito de memória (que por vezes falha), como tudo na vida. É possível que contenha erros mas nada de significativo. Clique para aumentar.


Estádio Universitário

Na década de 90, foi alvo de remodelações por parte do arquitecto Karel Mariovet, o que possibilitou o acolhimento do Campeonato do Mundo de Juniores de Atletismo. Edificado pelo arquitecto Frederico Valssassina e inaugurado a 10.07.97, o Complexo de Piscinas é visto, hoje em dia, como um dos valores da capital, pelo facto de dispor de excelentes condições para o convívio e para a prática do desporto, tendo por isso um elevado número de utentes. A 5.10.2004, sendo o engenheiro Vasco Pinto de Magalhães homenageado pelo contributo dado na área da educação desportiva e pelo trabalho que desenvolveu na criação do Recinto Desportivo, foi descerrada uma placa, e passou a denominar-se Estádio de Honra Eng. Vasco Pinto de Magalhães. Actualmente, com capacidade para cerca de 3600 lugares, é composto por um campo de relva natural, oficialmente destinado para a prática de futebol de 11 e de râguebi. Tem, também, uma pista de atletismo, com medidas oficiais para a realização das provas. Refira-se finalmente que, em redor, é embelezado por várias estátuas alusivas a alguns dos desportos praticados no recinto. É actualmente o mais bem equipado parque desportivo da cidade de Lisboa.»
(Texto: marcasdasciencias.fc.ul.pt)

Panorâmica tirada do Hospital de Santa Maria para norte, vê-se parte da Cidade Universitária 
e no meio daquelas árvores ficava o Bairro da Quinta da Calçada. 1961. Artur Goulart.

Vista Aérea em 1939, do Bairro da Quinta da Calçada, como foi concebido e construído. Assinalado a vermelho a parte que foi destruída, para fazerem a pista de Atletismo do CDUL no Estádio Universitário. Como se pode ver, nesta altura ainda não estava construída a igreja, o mercado, o centro social, nem o infantário e as escolas. Foto copiada de publicação da CML. 

A pista de Atletismo do CDUL no Estádio Universitário, vendo-se a chaminé da fábrica 
de tijolo, a escola dos rapazes e o prédio do Largo das Fonsecas. 1961. Artur Goulart. 

Vista Aérea em 1940, do Bairro da Quinta da Calçada A parte que se vê na foto foi destruída, para fazerem a pista de Atletismo do CDUL no Estádio Universitário. Vê-se ainda um campo de futebol de que não tenho memória. Foto copiada de publicação da CML.

A entrada principal do Estádio Universitário. 1961. Artur Goulart.

Entrada principal do Estádio Universitário. 2009. Google View.

Este é o segundo portão do Estádio Universitário, aos poucos foi-se tornando o mais importante porque era por onde entrava e entra todo o transito. Deste portão começa uma rua que atravessa todo o estádio e que vai até aos campos que ficam perto da Segunda Circular. Recordo-me bem do edifício que esta á direita, porque, quando aquilo estava a ser construído (por volta de 1964/65), nós miúdos íamos para lá brincar depois dos operários terminarem o dia de trabalho. Uma vez mandei-me da parte mais alta, para cima de um monte de areia mas bati contra uma pedra que estava na areia e rachei o calcanhar e o resultado foi ter ido para o hospital e andar engessado um ou dois meses, mas, passado umas duas ou três semanas já jogava à bola com o gesso. 2009. Google View. 

Estádio Universitário, traseiras da cantina dos estudantes, 
vendo-se ao fundo o estádio de Alvalade. 1961. Artur Goulart. 

Estádio Universitário, a cantina dos estudantes. Ainda cheguei a ir aqui várias vezes aos Carnavais e passagens de Ano, que os estudantes organizavam, mas já devia ser crescido. 1961. Artur Goulart. 

Estádio Universitário, estátuas de bronze?, representando várias modalidades. Estavam espalhadas por todo o estádio. Lançador de Martelo, 1969. João Brito Geraldes. Jogador de Râguebi, 1960. Arnaldo Madureira.

Estádio Universitário, estátuas representando várias modalidades. Estavam espalhadas por todo 
o estádio. Jogador de Futebol, 1968. João Brito Geraldes. Corredor de Atletismo, 1961. Artur Goulart.

Avenida Professor Egas Moniz, situada entre o hospital de Santa Maria e o Estádio Universitário. Ao Fundo virava-se à direita para ir para o Largo da Fonsecas e Quinta da Calçada e à esquerda para Palma. Nesta altura o alcatroado acaba ali ao fundo as outras estradas eram de terra batida. 1961. Artur Goulart. 

Terrenos anexos à Cidade Universitária. Creio que foi aqui 
que fizeram o pavilhão do CDUL. 1961. Artur Goulart. 

Estrada no prolongamento da avenida Professor Gama Pinto, entre o Hospital de Santa Maria e a Cidade Universitária. Creio que isto era perto da entrada para o canil e também perto da estrada para o hipódromo. 1961. Artur Goulart. 

Estrada no fim da avenida Egas Moniz, vendo-se a velha vedação de madeira dos terrenos do Estádio Universitária e que ia dar ao Largo da Fonsecas. Pouco depois (creio), colocaram paralelipipedos. Não tenho bem a certeza do que estou para aqui a dizer mas, se estiver certo, à esquerda da foto havia o caminho para Palma. 1961. Artur Goulart. 

Aqui era o fim da avenida Egas Moniz, Não tenho bem a certeza do que estou para aqui a dizer porque não me recordo nada desta casa, mas se estiver certo, à esquerda da foto havia o caminho para Palma. 1961. Artur Goulart. 

Crise académica de 1962. Reunião de estudantes no estádio.
Foto encontrada em caminhosdamemoria.wordpress.com. 

Crise académica de 1962. Reunião de estudantes no estádio.
Foto encontrada na net

Tenho uma vaga memória de ter andado por aqui nestes dias e creio que chegámos a arrancar pedras da calçada para os estudantes mandarem à policia, mas já não sei se aconteceu mesmo ou se são memórias cruzadas. Nós miúdos, passava-mos "horas" depois da escola na Cidade Universitária, enquanto os nossos pais não vinham do trabalho, muitas vezes íamos ter com os estudantes pedir cigarros ou até apanhar beatas e recordo-me de ter havido uma carga da policia (que eu não vi) e de muitos estudantes terem fugido para dentro do Hospital de Santa Maria e de os "choques" da policia terem ficado à porta na zona dos autocarros (isto eu vi), não sei se depois entraram. Mas como disse já não tenho a certeza de nada e isto pode ter acontecido noutro ano mais prá frente.

Cidade Universitária. 1961. Artur Goulart. 

Cidade Universitária. Obras em frente à Reitoria. 1961. Artur Goulart. 

Cidade Universitária. Obras em frente à Reitoria. 1961. Artur Goulart. 

Panorâmica dos jardins do hospital de Santa Maria e da Cidade 
Universitária, tirada do terraço do hospital. 1961. Artur Goulart. 

Panorâmica tirada do hospital de Santa Maria, vendo-se a Cidade 
Universitária e, ao longe, o estádio José de Alvalade. 1961. Artur Goulart. 

Noticia num jornal Expresso de 1981, com referencia ao Bairro da Quinta da Caçada. 

Mapa dos anos 80 das instalações do Estádio Universitário, ainda com a 
parte do Bairro da Quinta da Caçada. Mapa encontrado em www.apada.org 

Foto do meu irmão Carlos, aí pelos anos 80, num dos campos situados junto à 
Segunda Circular, com dois dos seus filhos (meus sobrinhos), a Iara e o Ricardo. 

Noticia em O Jornal, com referencias à Quinta da Calçada, de quando o exercito 
andou a "alisar" os terrenos do Estádio Universitário junto à Segunda Circular à borla?. 

Estádio Universitário, estátuas representando várias modalidades. 
Fotos de 2010, encontradas em marcasdasciencias.fc.ul.pt


«O campo foi projectado como um pequeno estádio olímpico, com características monumentais e destinado à prática de várias modalidades: rugby, futebol, andebol, hóquei em campo e atletismo. O conceito artístico e de monumentalidade seria dado pela construção de estátuas alusivas à temática desportiva, distribuídas em redor do campo principal. Em 1958, foram construídas 7 estátuas: "O jogador de futebol" por Hélder Baptista; "O halterofilista" por Manuel Laranjeira Santos; "O jogador de rugby e o lançador de martelo" por Manuel Borges; "O lançador de disco" por Maria Helena Matos; "O corredor" por Stela Albuquerque; "A esquiadora" por Maria Gabriela Cordeiro Veloso; e, em 1964, "O salto" por Daniel Luzia. No 50º Aniversário, em 2006, foi ainda inaugurada uma "Escultura Comemorativa", do mestre José Rodrigues.»
(Texto: marcasdasciencias.fc.ul.pt)

Estádio Universitário, zona do antigo canil. 2009. Google View. 

Mapa das instalações actuais do Estádio Universitário, encontrado em eul.pt. 


(As foto não assinaladas são do Arquivo Fotográfico da CML)